quarta-feira, 7 de abril de 2010

Figueirense 5 a 0 Criciúma: goleada valeu só para dar confiança


O tropeço do Figueirense em Chapecó saiu caro: perdeu a vantagem de disputar a final do returno em casa, jogando pelo empate, e também a final do campeonato catarinense, jogando por dois empates.

Diante desse tropeço, de nada adiantou a goleada aplicada no Criciúma, nesta noite, por 5 a 0. Se tivesse perdido de 5 a 0 em nada mudaria a sua classificação no campeonato. Valeu para dar confiança à garotada.

Quanto ao jogo, tivemos um primeiro tempo complicado, apesar da vitória parcial por 1 a 0. O Criciúma fez inclusive um gol, que foi mal anulado pela arbitragem, que marcou um impedimento inexistente. Além disso, o nosso zagueirão Róger Carvalho fez um pênalti bizarro, ridículo, no final da primeira etapa, tipo o do Rodrigo Paulista no clássico, felizmente não marcado. Aliás, quem comete um pênalti infantil desses não pode ser titular do Figueirense.

No segundo tempo a garotada deslanchou, encantando como nos últimos jogos, fez mais 4 e poderia ter feito mais, com grande atuação de Firmino e William, principalmente.

O time melhorou muito com a entrada de João Paulo e a ida do Juninho para o meio, formando um lado esquerdo muito ofensivo. Penso que essa é a formação ideal, que mostra mais poder ofensivo.

De negativo, além do pênalti infantil do Róger Carvalho, registro jogadores do Figueirense (Firmino e Juninho) tirando a camisa na comemoração de gols e o primeiro levando amarelo por isso. Isso é inaceitável.

Perdemos a vantagem de jogar pelo empate, mas pelo menos provavelmente jogaremos a decisão do returno na nossa segunda casa, a Ressacada. Quanto à eventual final do campeonato, como vale o saldo de gols nas duas partidas, jogar a segunda fora não será grande problema. Basta fazer saldo na partida de ida e isso, pelo que está mostrando a garotada em casa, não vai ser difícil.

Vídeo com os gols:

terça-feira, 6 de abril de 2010

Procurador encomenda e pizzaiolos do TJD-SC entregam a pizza do ano


Como já era esperado, o julgamento do TJD no episódio do clássico não deu em nada. Agora pode tudo. Até jogar bomba no campo. Lamentável.

A Chapecoense é mais uma vítima desse regulamento absurdo


Ainda em janeiro deste ano eu perguntei: "quem foi que teve essa brilhante ideia de reduzir o número de participantes para 10 clubes com 02 sendo rebaixados por ano?"

E prossegui: "Como consequência dessa medida já temos neste ano o Marcílio Dias, um clube tradicional do nosso Estado, fora da primeira divisão e é bom abrir o olho, pois caem 20% dos participantes e com certeza teremos clubes grandes caindo nos próximos anos, já que os times do interior estão se estruturando e os times do G4 (Figueirense, Avaí, Criciúma e Joinville) montam um novo time a cada ano, que pode não encaixar.
Neste ano, por exemplo, só o Juventus tá dando pinta de rebaixado. A outra vaga parecia ser do Brusque, mas agora está totalmente aberta.
Uma coisa é rebaixar 20% no campeonato brasileiro, um campeonato longo, em que os clubes melhor estruturados têm tempo para se recuperar, e outra bem diferente é utilizar o mesmo critério num campeonato curto como o nosso."

Bom, ainda não caiu nenhum dos grandes, mas tenho certeza que vai cair. Caiu, no entanto, aquele que é apontado com justiça como a quinta força do Estado, a Chapecoense. Mais um clube importante que fica sem calendário no próximo ano, a exemplo do Marcílio e do Juventus.

Com esse regulamento também é complicadíssima a permanência de um time jovem que sobe. O Imbituba fez um verdadeiro milagre,com o orçamento que possui, mas como um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, é praticamente certo que cairá no próximo ano.

Não quero dizer com isso que seja favorável a uma virada de mesa. De jeito nenhum. A Chapecoense, pelo futebol que apresentou, foi justamente rebaixada segundo o regulamento em vigor e tem sim que disputar a segunda divisão. Mas defendo mudanças a partir de 2012: ou se aumenta para 12 ou se rebaixa apenas 1. Simples assim. Do contrário vamos continuar enfraquecendo o nosso futebol.


domingo, 4 de abril de 2010

Empate com gosto de derrota em Chapecó

O Figueirense empatou em 0 a 0 com a Chapecoense, na tarde deste domingo, pela penúltima rodada do returno, do Campeonato Catarinense de 2010 e não tem o que comemorar, muito pelo contrário.

Com o empate, que seria um resultado normal, o Figueirense perdeu a liderança do returno para o Avaí e depende de um tropeço deste contra o metropolitano para recuperá-la, além da sua vitória contra o Criciúma. Perdeu também a vantagem de disputar uma eventual final do campeonato em casa e para ter chance de reconquistá-la será necessário pelo menos um empate do Joinville diante da Chapecoense.

E o Figueirense teve muitas chances de conquistar a vitória, principalmente nos últimos 15 minutos do jogo, inclusive com duas bolas no travessão, mas deperdiçou por azar em alguns lances e especialmente falta de oportunismo de alguns atletas, principalmente Jean Carioca, que teve as melhores oportunidades.

Penso que o grande problema do Figueirense no jogo foi a falta de um meia ofensivo, diante da suspensão de Firmino e da lesão de Maicon, curiosamente uma posição em que o Figueirense possui bons jogadores, já que conta ainda no elenco com Fernandes e Talhetti. Bilu, fora de ritmo, não cumpriu bem esse papel.

Embora tenha "perdido" essa primeira decisão, a classificação para o quadrangular do returno está assegurada. Quanto às vantagens para as demais decisões (quadrangular e final do campeonato), agora precisa fazer a sua parte e rezar por tropeços alheios.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Não me venham com churumelas


Embora um pouco atrasado, gostaria de comentar a reunião realizada na segunda-feira da semana passada, entre a nova gestão e a torcida, blogueiros, etc., na qual foi apresentada a Diretoria Provisória e a situação financeira do Figueirense.

O pessoal que lá esteve, pelo que ouvi e senti, saiu decepcionado e não é para menos. Fico imaginando o Lodetti, com aquela cara permanente de quem acaba de receber do médico a notícia de que tem 30 dias de vida, explicando que o Figueirense tem uma receita mensal atualmente de 450 mil (já descontado 150 mil para pagamento de uma dívida) e uma despesa de um pouco mais de um milhão de reais e aparentando não saber como sai dessa. Deve ter sido um terror mesmo.

O Figueirense teria uma dívida com um banco de cerca de 1,3 milhão de reais, cujo pagamento deverá ser efetuado até o final do ano de forma parcelada, com desconto nas mensalidades dos associados de 150 mil mensais. Além disso, há um mandado de execução do valor de 250 mil, que não sei se não cabe embargo, pelo menos para postergar a cobrança. Certamente há outras ações correndo na Justiça, como com todos os clubes, como em qualquer grande empresa, mas nada fora do normal, pelo que se sabe.

Fora a cara de pessimismo do Lodetti, que realmente assusta, não penso que a situação do Figueirense seja tão complicada, pelo menos se for administrado por profissionais, como prometeram. Apesar da situação não ser das melhores, talvez passando por um dos piores momentos financeiros dos últimos 10 anos, acredito que pouquíssimos clubes no Brasil tenham uma dívida tão pequena em relação ao seu histórico de faturamento anual, ao seu patrimônio, se é que há algum em situação semelhante ou comparável. O Santos, por exemplo, segundo notícia recente, teria uma dívida de 177 milhões. Clubes como Flamengo, Botafogo, Fluminense e Portuguesa possuem dívidas entre 150 e 200 milhões só com a União.

Portanto, como disse o Lodetti há poucos meses, o grande mérito de PPP foi ter mostrado que o Figueirense é viável. E não ficaria inviável de um dia para o outro. Continua viável, sim.

O ideal seria que os cofres estivessem transbordando de grana, com dinheiro sobrando para contratações, investimentos, etc. Mas estão vazios, a receita mensal atual é bem menor que a despesa, porém é preciso arregaçar as mangas e trabalhar, pois diante de um eventual fracasso em campo não vai colar a desculpa da situação financeira que pegaram o clube.

E há muito o que fazer, a começar pelo aumento do número de associados, quem sabe para pelo menos retornar aos 12 mil alcançados no passado, sendo que para isso penso que são necessárias algumas mudanças, como uma maior facilidade para se associar. É inaceitável que o torcedor tenha que se dirigir ao Scarpelli para se associar com toda essa tecnologia hoje disponível. Vou mais longe: porque não colocar vendedores nas ruas, oferecendo de casa em casa e recebendo uma comissão por associado conquistado? Ou pelo menos por telefone, como fazem os vendedores de seguros, de cartões de crédito, de revistas, jornais, etc., começando pelos ex-associados. Quem sabe também sortear uns bons prêmios, como automóveis, periodicamente para quem estiver com as mensalidades em dia.

Não há dúvida de que existe um buraco no orçamento. Isso é fato. Porém no ano passado o orçamento anual divulgado foi de 17 milhões e, embora a conta não tenha fechado, tanto que precisaram de um empréstimo para tapar o buraco, acredito que a receita deve ter girado em torno de 15 milhões, mas duvido que a esta altura do ano esse valor já estivesse assegurado com receitas fixas. Qual seria o obstáculo extra para pelo menos repetir agora essa receita se no ano passado o time já estava na Série B? A não ser que só agora, com a abertura da "caixa preta", descobriram que o time não está mais na Série A.

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