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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Figueirense perde jogo fácil

Eu havia comentado antes do jogo que a partida seria complicada, mas me enganei. O jogo foi fácil, com o Figueirense sendo superior em quase todo o jogo, criando inúmeras chances e as desperdiçando inacreditavelmente.

O Figueirense envolveu o adversário com seu bom toque de bola e dava a impressão que poderia até golear, mas não conseguia definir as jogadas, por incompetência em alguns casos e azar em outros. Até pênalti conseguiu perder.

Se no ataque a incompetência reinava absoluta, o sistema defensivo não queria ficar para trás, deixando o fraco Arlan deitar em rolar pelo lado esquerdo alvinegro, de onde surgiram as jogadas dos dois primeiros gols e, principalmente, deixando Batoré, o mais perigoso cabeceador avaiano, sozinho na área aos 42 minutos da etapa final para a conclusão fatal.

Não acho que é o caso de procurar culpados. Nem Jorginho pode ser crucificado pelo resultado, pois o time funcionou bem,  criou uma enormidade de chances. Talvez ele precise rever os seus conceitos em relação ao setor ofensivo. Será que interessa um time que sufoca o adversário mas não sabe definir? Não seria mais interessante um time com Júlio César e um definidor (Somália ou Aloísio), que produziria menos mas seria mais eficiente?

O nome do jogo (negativo) foi Júlio César: perdeu um pênalti que mataria o jogo e mais um caminhão de gols. Na minha opinião é titular, desde que tenha consciência de que é  um péssimo definidor (e sempre foi, com a média de um gol a cada 4 partidas, baixíssimo para um atacante). Tem qualidade para se consagrar como o rei das assistências, se for solidário, ou o rei dos gol perdidos, se continuar fominha como até agora.

O Figueirense precisa também definir o batedor oficial de pênaltis, que não pode ser Júlio César, com sua péssima qualidade de definição. Aliás, já havia batido muito mal o pênalti contra o Botafogo, fechando os olhos e chutando,  mas a bola entrou.

Precisa também corrigir o posicionamento na zaga, a cobertura das laterais, especialmente a esquerda e cobrar mais efetividade e menos firulas de Bruno. O cara dá espetáculo, mas poucas jogadas suas têm levado perigo. Precisa melhorar o último passe e os cruzamentos.

O time do Avaí mostrou porque ficou todo o turno na zona de rebaixamento: um sistema defensivo assustador. Do meio para  a frente o time não é ruim: Lincoln estreou bem, Pedro Ken é um bom jogador e William é um definidor que não amarela. Ele e Coelho formam uma boa dupla de ataque, sem dúvida.

Vale ressaltar que foi um excelente jogo, inclusive reconhecido pela imprensa nacional. Há muito tempo eu não assistia um clássico tão emocionante, pena que, para nós, com final infeliz. Mas faz parte.

A derrota foi dolorida, mas não é motivo para pânico e muito menos para terra arrasada. O Figueirense está entre os dez primeiros e o time está jogando muito bem, inclusive na derrota de ontem. Porém, para muita gente, alguns que há alguns dias falavam em Libertadores, ninguém mais presta: um é frangueiro e os outros pipoqueiros, pernas de pau... 

Os dois primeiros jogos do returno são complicados, mas, pelo que o Figueira mostrou até agora,  não deverá ser difícil conquistar 19 pontos em 19 jogos para permanecer na Série A. 

Perder um clássico é ruim, mas eu prefiro perder até os dois e não ser rebaixado.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Figueirense 2 x 2 Flamengo: belo jogo


Foi um belo jogo, emocionante, com o estádio lotado e por muito pouco não arrancamos o cabaço do Flamengo.

O empate teve um sabor agradável, especial, dadas as circunstâncias da partida, em que o Flamengo chegou a estar vencendo por 2 a 0 e o Figueirense foi buscar o resultado.

O Figueirense voltou a jogar com aquela gana, determinação, dos primeiros jogos. Se jogar sempre assim, vai vender muito caro qualquer derrota.

Jorginho também parece que voltou a fazer o simples. Tomara que os bons resultados não subam à cabeça e ele não volte a trocar o bom senso por suas "convicções".

Por falar em Jorginho, o cara parece que tem sete vidas. No Estadual, em certo momento parecia que a situação do time era irreversível com ele no comando, mas conseguiu dar a volta por cima. O mesmo ocorreu no Brasileirão, onde a sua queda parecia inevitável há três rodadas.

Destaque negativo para o chororô dos flamenguistas. O Flamengo já não é mais o mesmo. Não assumir as próprias falhas e colocar a culpa na arbitragem é coisa de avaianos, botafoguenses e torcedores de outros times pequenos e perdedores. Pegou mal.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Fernandes agora é banco, mas precisa ser respeitado


Fernandes é o maior ídolo da história do Figueirense, ainda está jogando muito bem, mas, na minha opinião, o titular da posição agora é Elias.

Fernandes continua com um excelente toque de bola, que dá uma dinâmica muito interessante à equipe, mas Elias é muito melhor definidor, característica importantíssima para quem joga nessa posição.

Não vejo problema nenhum no fato de o ídolo alvinegro se tornar reserva do Elias. Problema eu via, quase uma ofensa ao jogador,  em Fernandes ser preterido para a entrada de Rhayner, W. Nem, Coutinho ou Pitoni, apostas fracassadas de Jorginho, que custaram preciosos pontos ao Figueirense.

Também não acho que deva ser encontrado um lugar para o Fernandes de qualquer jeito, improvisando-o no ataque, salvo em situações excepcionais. 

O Ataque para mim, no momento, deve ser formado por Júlio César, que tem mostrado bom futebol,  e Héber, que,  apesar de ser muito suscetível às pressões da torcida e à desconfiança do treinador, é o melhor atacante do Figueirense, tecnicamente falando; ou Somália, se chegar bem.

De qualquer forma, Fernandes há de ter o respeito que merece, e, pelo que jogou e continua jogando, precisa ter a oportunidade de continuar sendo útil ao grupo, ainda que no banco de reservas.

sábado, 6 de agosto de 2011

Jorginho continua - mas até quando?


Com a vitória de 2 a 0 sobre o Botafogo, quarta-feira, o treinador Jorginho ganhou sobrevida no Figueirense. Mas até quando?

É uma boa pergunta, não sei a resposta, mas se tivesse de apostar cravaria que não terá vida longa, que não passa da segunda rodada do returno, embora pense que o ideal seria que o time desencantasse e que Jorginho fosse escolhido no final do ano o melhor treinador do campeonato, calando a boca de todos nós.

Jorginho, aos poucos, vinha conquistando a torcida, mas aí, por inexperiência e talvez um pouco de soberba, trocou os pés pelas mãos, fez uma série de escolhas e apostas erradas, e perdeu praticamente todo o apoio conquistado.

Agora, nem escalando onze Fernandes ele vai reconquistar a confiança da torcida, pelo menos a curto prazo.

Além dos equívocos na escalação e substituições, Jorginho também é um terror com a boca aberta. Depois do último jogo, por exemplo, disse que Rhayner é um jogador importantíssimo e que vinha entrando muito bem, além de repetir pela enésima vez que o Figueirense é pequeno e o time limitado.

A impressão que dá é que Jorginho quer passar a ideia de que está tirando leite de pedra e que deve desfilar no carro dos Bombeiros se conseguir salvar o Figueirense do Rebaixamento, uma tarefa, deduz-se, quase impossível, diante de adversários poderosíssimos.

Da torcida, só sobrou contrariedade, desconfiança, insatisfação, dúvidas em relação a Jorginho. E  os atletas, ainda estão fechados com o treinador? O futuro de Jorginho no Figueirense depende muito da resposta a essa pergunta.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

O desequilíbrio alvinegro

O Figueirense do ano passado foi um exemplo de time equilibrado, constando sempre entre os melhores ataques e defesas do campeonato. E equilíbrio é tudo num time de futebol.

Neste ano, após a saída de Márcio Goiano, o sistema defensivo, que já era muito bom, até melhorou, mas o poderio ofensivo foi diminuindo gradativamente, até alcançar essa marca terrível, de 1 gol nos últimos 5 jogos, além do terceiro pior ataque do campeonato.

Os números dizem tudo e representam o que ocorre nos jogos, onde nossos atacantes, agora crucificados, têm a menor parcela de culpa, pois o principal problema é que são construídas muito poucas jogadas ofensivas e criadas raríssimas chances reais de gol, que ao serem desperdiçadas causam a revolta dos torcedores e geram mais pressão ainda em Aloísio, Héber e cia.

Certamente Jorginho tem grande parcela de culpa nesses números, por priorizar excessivamente o sistema defensivo, principalmente nos jogos fora de casa, quando tem abdicado de atacar, exceto no primeiro tempo diante do América-MG.

Penso que Jorginho também contribuiu para o desequilíbrio da equipe ao minar a confiança do time apostando insistentemente em jogadores que não deram certo, como Coutinho e Rhayner.

Héber, na minha opinião, é a maior vítima do treinador. Vinha bem, artilheiro do Estadual, cheio de confiança, mas Jorginho fez questão de mostrar que não confia nele, colocando-o no banco ou substituindo-o com frequência incompatível com seu desempenho até então. Resultado: o garoto está intranquilo, inseguro, não tem coragem nem de tentar um drible e chuta a bola  o mais rápido que pode.

A culpa, porém, não é só de Jorginho. Márcio Goiano já dizia, antes de ser degolado, que o Figueirense só estava bem servido até o 8 (Maicon). Dali para frente estava complicado. E está pior ainda.

Do ano passado para este perdemos William, nosso principal atacante, e Firmino, de altos e baixos, mas um craque, que saiu várias vezes do banco para resolver os jogos. E agora, inexplicavelmente, Reinaldo, que não vinha em boa fase, mas é goleador e experiente. Também vai fazer falta.

E quem a Diretoria trouxe para o setor ofensivo? Aloísio, que tem correspondido parcialmente, mas está longe de ser um William;  Elias, ótima contratação, mas tardia, pois chega fora de ritmo e tendo que entrar para resolver, já;  Rhayner, que não sabe chutar, nem driblar, nem passar, só correr; Júlio Cézar, uma aposta, pelo retrospecto e circunstâncias, arriscadíssima.

Portanto, a situação está difícil e não sei se Jorginho, mais uma aposta arriscada da  Diretoria, vai conseguir fazer com que o sistema ofensivo volte a funcionar e o time reencontre o equilíbrio perdido, com um elenco limitado.

Só sei que essa situação não poderá persistir por muito tempo sem que intervenções cirúrgicas sejam feitas.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Sai Reinaldo e entra Júlio César: mau negócio para nosso ataque

Para o bem do Figueira, torço firmemente para queimar a língua, mas acredito que foi um péssimo negócio a substituição de Reinaldo por Júlio César.

Reinaldo passou por boas e más fases no Figueirense, mas é um jogador de outro nível. É goleador nato e ainda tinha créditos para queimar. Poderia ajudar em momentos complicados.

Já Júlio César não foi goleador em lugar nenhum: tem uma média de um gol a cada quatro jogos; vem com os bolsos cheios depois de nove anos na Europa, já em final de carreira, provavelmente sem nenhuma motivação; chega cheio de desconfianças da torcida...

Sinceramente, tem tudo para  não ser o cara.

E quem vai ser o cara? Acho que temos agora apenas dois bons atacantes, Héber e Aloísio, e só. Mesmo assim, bastante questionados por parte da torcida.

Rhayner é fraquíssimo pelo que mostrou até agora. Chuta mal, passa pior ainda. Só corre que é uma maravilha. Uma espécie de Abimael sem estrela. Mas pode ser muito útil ao grupo pela sua capacidade de incendiar o jogo quando entra depois dos 25 da segunda etapa. Como titular, jamais.

Wellington é o que mais me apavora. Assim como Tadeu em 2008, ele é adorado por uma minoria que entende mais de futebol que a maioria. Essa e outras semelhanças me dão calafrio.

Portanto, com esses nomes disponíveis, o ataque é o setor que mais me preocupa. A não ser que Jorginho tire algum coelho da cartola, como Wellington Nem, que tem mais pinta de atacante do que de meia, ou alguém da base. Alguma chance?

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Figueirense empata em 0 a 0 com o Grêmio: sabor amargo

O Figueirense até que teve uma boa atuação nesta quarta feira, mas não saiu do empate em 0 a 0 com o Grêmio.

Não foi a melhor partida em casa, mas também não foi a pior. 

Encontrou muita dificuldade diante de um adversário que se portou como time pequeno, apenas se defendendo.

Mesmo assim, criou algumas boas oportunidades, inclusive duas chances claríssimas, uma com Fernandes e o pênalti desperdiçado.

Poderia ter vencido não fosse uma decisão equivocada de Jorginho, que permitiu a cobrança da penalidade, no apagar das luzes, por Elias, há vários meses sem jogar e que havia entrado na metade do segundo tempo. Ou seja, sem ritmo e frio no jogo, tinha tudo para dar errado.

Não se pode crucificar Elias por ter perdido o pênalti, o que é normal, mas deve ser criticado por ter tomado a iniciativa de bater, diante da sua condição precária, inclusive errando passes curtos. Isso não é personalidade. É falta de responsabilidade ou no mínimo de "se mancol".

Elias não ter tido a sabedoria de saber que aquele não era o seu momento até é compreensível, já que às vezes é complicada uma autoavaliação, mas era de se esperar que pelo menos o treinador Jorginho, com sua experiência, tivesse um mínimo de bom senso e fizesse a escolha certa. Mais uma vez não teve. Jorginho gosta de dar sopa para o azar.

O destaque da partida vai para o setor defensivo, que se portou muito bem, praticamente não dando chances ao adversário.

Já o ataque foi o ponto negativo do jogo, com Aloísio improdutivo e Rhayner sendo o pior em campo. Héber com uma perna só joga mais que ele, sem falar que é oportunista e, mesmo quando está sumido, costuma deixar o seu golzinho.

Aliás, considero mais uma decisão errada de Jorginho ficar colocando Héber no banco. Isso só serve para deixar o garoto mais intranquilo, inseguro. Aloísio e Héber são titulares e pronto. Simples assim. Só saem por lesão ou suspensão.

Agora, depois de dois empates seguidos em casa, espero que Jorginho mude o seu pensamento, a sua postura fora de casa e jogue buscando a vitória e não apenas tentando evitar a derrota, como tem ocorrido até o momento.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Figueirense queimando gordura e Jorginho queimando fichas com a torcida


O empate diante do Ceará não foi nenhuma tragédia. O adversário é um bom time e o Figueirense, é óbvio,  não iria continuar ganhando todas em casa.

Mas Jorginho, nosso técnico, contribuiu bastante para o insucesso do Figueira neste domingo, ao insistir em escalar Rhayner como meia atacante, situação já testada sem êxito e reprovada, previa e posteriormente, pela torcida.

E isso com dois jogadores no banco, Fernandes e Pitoni, com boas e vitoriosas atuações nessa posição.

Essa não foi a única invenção sua: a troca de Édson Silva por Róger Carvalho, em Curitiba, por exemplo, foi desastrosa. Era só esperar o terceiro amarelo de um dos zagueiros titulares para testar essa opção.

De invenção em invenção, Jorginho vem queimando suas fichas, seu crédito, com a torcida, que o rejeitou inicialmente, depois o aceitou e agora questiona suas decisões. E o Figueira queimando rapidamente uma barriguinha acumulada.

É óbvio que o time não pode ser escalado pela torcida, como acontecia com PC Gusmão. O treinador precisa ter suas convicções, mas recuar diante do insucesso, como fazia com precisão Márcio Goiano. Persistir com suas posições quando na prática se mostram claramente equivocadas, é burrice.

Nos treinamentos, o time pode funcionar bem melhor com Rhayner do que com Fernandes ou Pitoni, mas nos jogos, onde interessa, claramente não deu certo.

Depois, no futebol, o fator psicológico é fundamental, talvez até mais do que a técnica e a tática.

Jorginho, parece que não sabe disso e toma/mantém decisões que fazem com que a torcida não jogue junto com o time, criando um clima desfavorável inclusive para ele próprio.

Jorginho pegou um time montado e teve o mérito de conseguir até acertar alguns detalhes nesse início de Série A. Mas, com suas "convicções", começa a cavar a própria cova.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Coritiba 3 X 0 Figueirense: é preciso mudar a postura fora

O Figueirense perdeu por 3 a o para o Coritiba, na noite gelada desta quinta-feira, e espero que mais este resultado negativo fora sirva para mostrar ao nosso treinador que a sua estratégia está errada.

Não que me preocupe o fato de ainda não ter vencido fora. Em outros anos também demorou e não foi problema. Em 2003, por exemplo, apesar da boa campanha, só foi vencer no oitavo jogo fora, pela 15ª rodada.

Depois, no geral, a campanha é muito boa até agora. Com 13 pontos em 8 jogos, só é superada por 2004, quando contava com 14 pontos nesta altura do campeonato (em 2002 tinha 5 pontos; 2003 7 pontos; 2005 6 pontos; 2006 e 2007 11 pontos e 2008 9 pontos).

O que chateia é que, em outros anos, o Figueirense geralmente ainda estava se acertando a essa altura, tentando encaixar contratações, e agora a equipe manteve a base, está montada, entrosada, sem muito o que crescer e poderia aproveitar esse momento para faturar alguns pontos fora, que poderão fazer falta lá na frente.

E esse mau desempenho fora de casa, não só nos resultados como no futebol apresentado, acontece, na minha opinião, por uma estratégia equivocada de nosso treinador, que muda as características e a postura do time quando joga fora.

Ora, essa equipe teve as melhores jornadas, tanto em casa quanto fora, jogando para vencer, partindo para cima do adversário, com ambição. Esse time não sabe jogar se defendendo e não tem um bom contra-ataque.

Obviamente, nem sempre vencia, mas sempre tinha chances reais de vencer.

Esperando o adversário, se defendendo primeiro, o Figueirense vira presa fácil, e a vitória do adversário se torna questão de tempo. Além disso, cria pouquíssimas chances de gol, embora muitas vezes, enganando a todos, com boa posse de bola.

Portanto, Jorginho, é hora de mudar a postura. A sua e do time. Nada desse negócio de que um ponto fora é bom. Pode até ser bom, se tentar vencer e não conseguir. Mas é preciso sempre almejar e lutar pelos 3 pontos.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Figueirense 2 a 1 no Santos: mais uma vitória convincente


O Figueirense derrotou o campeão da Libertadores por 2 a 1, na fria noite desta quarta feira, voltando a mostrar um bom futebol e, principalmente, muita determinação, muita pegada, muita vontade, o que faltou na partida contra o Inter.

O Santos, mesmo desfalcado, é um bom time, mas com a equipe bem escalada e com essa pegada, o Figueira vai vender muito caro uma derrota dentro de casa.

Falta agora encaixar o time fora de casa. E não acho que isso está muito longe de acontecer. Basta mudar a postura e ter a mesma garra que demonstra em casa.

Mas, no geral, estamos muito bem. Melhor que o esperado. E faltam só 32 pontos em 31 jogos para o objetivo mais importante.

domingo, 26 de junho de 2011

Inter 4 a 1 no Figueirense: faltou a determinação do humildes

O Figueirense entrou em campo nitidamente sem a mesma determinação demonstrada nas outras partidas. 

Se nas outras jornadas os jogadores se multiplicavam em campo, aparecendo quase sempre um na marcação e outro na sobra, neste em alguns lances faltou até o primeiro marcador.

Entrou em campo muito seguro de si. Não foi o time humilde, tido como candidato  a rebaixamento, que precisaria se superar  na pegada, na raça, jogando sempre como se fosse uma decisão. Veio a campo como a revelação do campeonato, na quarta posição, com a defesa menos vazada, esperando que a melhor campanha prevalecesse na partida de hoje.

Não deu. O Inter é muito superior tecnicamente. Seria preciso se superar na garra, na determinação, na vontade. Mas o time colorado foi melhor até na raça, ganhando nas divididas, roubando mais bolas.

Faltou também o dedo do técnico. Coutinho, o escolhido para a vaga de Pitoni, foi improdutivo, tanto defensiva quanto ofensivamente. A bola, em altíssima temperatura, o perseguiu impiedosamente. Coutinho como opção para o meio significa o mesmo que Wellington significava para o ataque: é preciso contratar.

No segundo tempo, deu lugar a Jônatas. Jônatas sabe tocar a bola, mas me pareceu muito lento (estaria fora de forma?). Ele, nesse rítimo, e Maicon no mesmo time não dá.

Enfim, foi um jogo em que faltou tudo: técnica, tática, raça, inteligência, inspiração. E sobroram erros, do técnico e dos jogadores. Tomara que tenha acabado o estoque.

A goleada de 4 a 1 foi merecida. Espero que sirva de lição. Que tirem os saltos altos e voltem a calçar a chuteira da humildade.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Figueirense vence o Atlético por 2 a 0 na sua melhor partida


Confesso que, embora não tenha feito nenhum comentário, fiquei temeroso com o meio campo escalado pelo Jorginho, com Ygor, Maicom, Pitoni e Fernandes. Achei que faltaria pegada, que poderia deixar o sistema defensivo vulnerável. Mas isso não aconteceu.

Com esse meio campo, o Figueirense fez a sua melhor atuação no campeonato, vencendo o clube paranaense até com certa facilidade. Ou seja, foi um meio campo que deu liga, pelo menos nesse jogo, em casa e diante de um adversário que mostrou pouca força ofensiva.

É preciso dar os méritos ao Jorginho, que teve a coragem de apostar nessa formação. Foi ousado. Tem me surpreendido positivamente.

É preciso também reconhecer a qualidade, determinação e aplicação tática do jogadores, que atuaram muito bem.

Agora, já tem gente sonhando com Libertadores e até título. Calma pessoal. Vamos devagar. Pés no chão. Esse campeonato é muito longo. O Figueirense, tudo indica, não tem plantel para manter esse nível de pontuação por 38 rodadas.

Mas, da principal meta, já estamos mais próximos. Faltam só 35 pontos.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Figueirense arranca empate com o Vasco no Rio: valeu pelo ponto


O Figueirense não fez uma boa partida no último sábado, diante do Vasco da Gama, no Rio, mas acabou arrancando um empate, no apagar das luzes.

Um time que tocava bastante a bola na intermediária, mas sem criatividade, sem criar  jogadas ofensivas, sem inspiração.

Definitivamente, as opções iniciais de Joginho não foram as melhores. Héber, nosso melhor atacante, no banco, e Coutinho de titular, não dá para aceitar.

Foi a pior partida do Figueira na competição.

Parece que o principal problema está no camisa dez. Nem, Rhayner, Coutinho, Pitoni, Fernandes, Maicon... Ninguém convence o torcedor ou o treinador.

Fernandes é um caso especial. Muita gente não entende porque não é o titular de Jorginho. É um ídolo, não se discute isso, mas a verdade é que nunca se deu bem na Série A. Foi barrado por praticamente todos os treinadores em algum momento na elite, de Murici Ramalho a Jorginho, não por falta de talento, mas de sequência, de rítimo de jogo, fruto das inúmeras lesões ou do medo delas.

Na minha opinião, sem muita convicção,  no momento, dos testados a melhor opção é Pitoni, até que se contrate um jogador do nível de um Elias, ex-Atlético-GO. Ou se encontre alguém na base. Talhetti? Deretti? Sinceramente, não sei.

Mas o Jorginho e a Diretoria estão aí para isso: encontrar a solução.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Figueirense 2 a 0 no Atlético-GO: vitória difícil



Perdi o primeiro tempo. Estava em outra cidade e pude assistir apenas a segunda etapa.

Cheguei no intervalo. Havia no local uns 30 torcedores do Figueirense, quase todos desanimados com a atuação na primeira etapa. Grande parte dos torcedores não acreditava como um time do nível do Figueirense, quase um Barcelona, não conseguia vencer um time fraquíssimo como o Atlético-GO, quase um Guarani da Palhoça.

Um colega comentou que o Figueirense estava intranquilo, errando muitos passes e que o melhor em campo era Wellington Nem. Pensei comigo: se o melhor é o Nem, a coisa tá feia mesmo.

Começou a segunda etapa e fiquei impressionado com o nervosismo do time, errando um passe atrás do outro, sem conseguir dar três toques na bola, ao embalo dos apupos da torcida. Parecia que uma tragédia se aproximava. Mas aí o defensor do Atlético falhou bisonhamente e Héber, nosso melhor atacante, não perdoou.

A partir do gol de Héber,  a situação mudou e o Figueirense conseguiu se impor em campo, deixando de lado a ansiedade que reinava até aquele momento. Fez o segundo e criou outras oportunidades.

Ficou claro que o principal problema do Figueirense era psicológico, mas não dá para entender porque. Talvez, presssionado pela obrigação de vencer, e diante das dificuldades, o time tenha entrado em parafuso. Talvez os atletas não tenham sido suficientemente alertados de que, apesar de parte da torcida pensar diferente,  não há moleza nesta Série A.

Fora a questão emocional, o principal problema do Figueirense é, repito pela enésima vez, a falta de um camisa 10 confiável, nível Série A. W. Nem é limitado e Fernandes tem as suas conhecidas limitações físicas.

Mas, o que mais importa, por enquanto, é que começamos muito bem a Série A. Nem o mais otimista dos torcedores acreditava que estaríamos com seis pontos após a terceira rodada, principalmente diante das pedreiras nas duas primeiras.


Estamos muito bem, rumo à Série A 2012, o que não é pouca coisa.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Figueirense joga bem mas perde para o São Paulo

O Figueirense foi derrotado pelo São Paulo, pela segunda rodada do Brasileirão 2011, com um gol nos últimos segundos, mas apresentou um bom futebol, com bom toque de bola, muita raça, muita pegada, chegou a envolver o adversário em alguns momentos,  e poderia até ter vencido o tricolor paulista.

Faltou um pouco de malandragem, de esperteza, no final, para fazer uma catimba, uma cera, e garantir um importante ponto. Com um adversário desse nível, jogando fora de casa, não pode ter jogo depois dos 40 minutos, quanto mais depois dos 45. O time todo bobeou e Coutinho deu o cochilo mortal.

Foi uma pena. Não chegou a ser injusto, já que o São Paulo teve as melhores oportunidades, embora raras. Na verdade, somente duas chances reais. Foi apenas cruel pelo momento em que ocorreu, no apagar das luzes.

Mas considerando as duas rodadas, o Figueirense foi bem. Conquistar três pontos diante de dois favoritos ao título é uma boa marca e pouca gente, antes de o campeonato começar,  acreditava que isso pudesse acontecer.


No geral, até agora não dá para reclamar nem do azar.

Se continuar com essa vontade, com essa pegada, temos tudo para não correr riscos de rebaixamento, o que na minha opinião já é de bom tamanho.

Mas, repito, é preciso contratar um meia ofensivo com urgência. Wellington Nem é limitado e Fernandes possui as limitações físicas conhecidas de todos.

ALOÍSIO E RHAYNER

Gostei da estreia de ambos. Bom começo. Rhayner foi um pouco melhor. Parecia um jogo mais talhado para ele. Aloísio pode render mais, principalmente contra adversários menores, em que o Figueirense jogue no ataque.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Figueirense 1 a 0 Cruzeiro: vitória na raça


O Figueirense obteve, neste domingo, uma grande vitória sobre o Cruzeiro, por 1 a 0, pela primeira rodada do Brasileirão 2011.

O Cruzeiro é um dos grandes favoritos ao título, uma grande equipe, muito superior ao Figueirense, tecnicamente, mas, com muita raça, vontade, determinação, superação, aplicação tática, e também bom futebol, o Figueira conseguiu surpreender a raposa e sair de campo com uma importantíssima vitória.

Depois de um início até certo ponto preocupante, em que foi dominado pelo adversário, aos poucos o Figueirense foi se acertando, igualando as ações e, na segunda etapa, após o gol, conseguiu ser superior ao Cruzeiro, criando, inclusive, pelo menos três chances reais de matar o jogo.

Destaque para Wilson, com uma atuação brilhante, Maicon e Bruno.

Chamou também a atenção o jogador Wellington Nem. Em suas primeiras atuações, sempre entrando durante o jogo, achei muito fraco, atrapalhado,  parecendo um jogador de várzea. Não disse nada porque havia tido poucas oportunidades. Não mudei muito de opinião, mas preciso reconhecer que W. Nem foi útil e produtivo neste jogo e mostrou algumas qualidades, como  ofensividade, coragem de partir para cima e rapidez. Mas ainda precisa jogar muito mais para ser o camisa 10 que o Figueira necessita.

Foi um excelente começo, mas é preciso manter os pés no chão, encarar cada jogo como uma decisão, o que foi feito hoje. Assim, com determinação e humildade, poderemos chegar longe.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O sucesso do Figueirense em 2011 dependerá do tamanho da base a ser mantida

Ouvi uma entrevista do investidor do Figueirense em que dizia que o clube vai brigar na parte de cima da tabela no Brasileirão 2011. É possível, mas para isso terá que manter a base de 2010. E base não é o que sobrar (Coutinhos da vida), mas sim os principais jogadores.

Manter a base com o que sobra é o que a Figueirense Participações sempre fez. É uma seleção natural às avessas. A FPSA pelo menos tinha uma cartola de onde tirava muitos coelhos: as equipes da base, onde investia pesado. A nova gestão continuará com essa política de investimento?

Imagino que a dificuldade seja enorme para competir com os grandes clubes, mas é preciso se esforçar ao máximo, pois quanto menor for o número de jogadores importantes mantidos para o próximo ano, maior será a dificuldade de remontagem do time, maior é o risco de o time não encaixar.

Se isso não for possível, o melhor é colocar os pés no chão e não criar falsas espectativas na torcida, pois o sonho irreal de hoje se transformaria em decepção, frustração, no futuro, com a torcida vaiando, pressionado, o time no meio da tabela, como ocorreu em 2008, o que contribuiu para o rebaixamento na época.

Se não dá para competir com os times dos grandes centros fora de campo, é melhor proibir certas palavras no Scarpelli, como "Libertadores".

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Créditos e méritos pelo acesso do Figueirense

Se a campanha do Figueirense tivesse sido um desastre e o clube rebaixado para a Série C, com certeza grande parcela da culpa recairia sobre a antiga gestora.

Nesta hora estaria todo mundo caindo de pau em cima da FPSA e sua "herança maldita", como era tratado, no começo do ano, o elenco que ela montou.

Como a campanha foi um sucesso e o clube conseguiu seu objetivo, é preciso dar os créditos ao gestor anterior pelos acertos, que foram fundamentais para a brilhante campanha.

E os principais deles, na minha opinião, foram os seguintes: a) manutenção da base de 2009, inclusive com a renovação de jogadores contestados, como Maicon e Róger Carvalho; b) contratação de Márcio Goiano; e, c) parceria com Eduardo Uram.

Também ocorreram erros, é evidente, e graves, como a forma aloprada de por fim à gestão; a parte financeira, em que não restaram grandes dívidas, mas o clube ficou com a receita debilitada; a contratação no atacado antes do Catarinense.

Entre prós e contras, porém, a contribuição para o acesso foi positiva.

Não sei se por sorte ou não, o que é irrelevante, mas o fato é que ao final da gestão anterior o Figueirense possuía um bom time de futebol (falei isso no início de maio), bem encaixado, e faltava apenas alguns reforços para completar o grupo, diante de um campeonato complicado como a Série B.

Dados os créditos, é preciso reconhecer que o mérito pelo acesso é todo da atual gestão. Houve mais acertos que erros:

1) Ter chegado a um acordo com a antiga gestora, evitando uma desgastante e custosa briga judicial, que poderia contaminar e afundar o clube.

2) Ter apostado e mantido o treinador Márcio Goiano, mesmo com sérias divergências entre a Diretoria, especialmente seu Presidente, e o treinador, demonstrando que no final das contas as questões pessoais foram superadas em prol do Figueirense.

3) A continuidade da política de pagamento em dia dos atletas e demais profissionais do clube, certamente um dos fatores mais importantes.

4) A decisão de não liberar nenhum atleta até o final do ano, coisa que jamais aconteceria na antiga gestora.

5) A contratação de Chico Lins como Gerente de Futebol, um cara que ainda precisa aprender muito, está só começando, mas que já pode ensinar a muito medalhão da área, que deu traquilidade na área de futebol, com seu equilíbrio, bom senso, otimismo, dedicação, sabedoria.

6) O acerto nas contratações. Não foi contratado nenhum supercraque, até porque o Figueirense não tem caixa para isso, mas vieram jogadores que se encaixaram no grupo e com o mesmo espírito dos que já estavam, alguns fundamentais para o acesso, como Reinaldo, João Paulo Goiano e Baraka.

7) Ter superado os problemas com Eduardo Uram do final da gestão anterior, com a manutenção da parceria, inclusive com o seu fortalecimento, ao que tudo indica.

Para o próximo ano, com as dificuldades da Série A, é preciso avançar em todas as áreas. É preciso empreender. Mas para este ano eu me dô por satisfeito.

Para falar a verdade, nem esperava tanto.


terça-feira, 16 de novembro de 2010

Fica Goiano!


Esta é a terceira postagem que escrevo com o título "Fica Goiano!".

Nas ocasiões anteriores, Márcio Goiano estava com a corda no pescoço, na iminência de ser demitido.

Agora a situação é diferente. Está com o prestígio do tamanho de quem levou o Figueirense de volta à Série A.

Mas a sua importância para o clube não mudou nada. Para o sucesso do clube em 2011, o acerto com Goiano será, na minha opinião, mais importante do que a renovação com qualquer jogador.

E por isso não gostei da declaração de nosso Presidente: "O Goiano tem contrato por prazo indeterminado, ele é empregado do clube. Só pode ocorrer algo diferente se ele pedir demissão ou o clube demiti-lo".

Ora, quando Goiano fez o contrato era uma aposta, iria fazer um teste como treinador, agora é uma realidade, foi testado e aprovado.

Precisa de um contrato que recompense seus méritos, a altura de sua importância para o clube, com valores de mercado, para segurá-lo o maior tempo possível no Scarpelli.

Não podemos cometer o mesmo erro de 2004, quando não renovamos com Dorival Júnior, maior erro da gestão anterior na minha avaliação, e quase fomos rebaixados em 2005.

sábado, 13 de novembro de 2010

O Figueirense está na Série A


Acabou o jogo do Bahia e o "Bahêa" goleou a Lusa por 3 a 0.

O Figueirense está de volta à Série A.

É o coroamento da bela campanha, comandada com extrema competência e sabedoria pelo nosso eterno capitão, Márcio Goiano.

Estamos na derradeira hora do dia 13 de novembro de 2010 e vejo fogos pipocando por todo lado, cuspindo fogo no céu de Florianópolis.

Automóveis e motos surgem de todos os lados com suas buzinas acionadas.

Aparecem diversas bandeiras alvinegras, que tremulam, felizes.

Sorridentes alvinegros deslocam-se de todos os cantos em direção à Avenida Beira-Mar, para comemorar.

Pobres e ricos, brancos e negros, homens e mulheres, crianças, adultos, idosos, todos com algo em comum: o amor pelo Figueirense.

Pulam, cantam, dançam.

É uma felicidade só.

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