sexta-feira, 16 de abril de 2010

Parece que a RBS quer tirar vitórias do Figueirense em clássicos


Ontem a RBS veio com um papo de que a contagem dos resultados nos clássicos seria duvidosa, num texto com o título "Pesquisadores não chegam à conclusão sobre quantas vezes Avaí e Figueirense se enfrentaram".

E colocou em dúvida a contagem do site http://www.rsssfbrasil.com/, da Federação Catarinense e do próprio grupo RBS, que há vários a adota (138 vitórias do Figueirense, 126 do Avaí e 126 empates). E tudo porque, pasmem, um torcedor avaiano apresentou números diferentes numa revista sobre o Avaí, onde computou até vitórias nos pênaltis.

Ainda há pouco teve um novo capítulo essa história, com uma reportagem no RBS Notícias, onde eram dados os números da revista do torcedor avaiano como os oficiais (136 vitórias do Figueirense, 133 do Avaí e 126 empates). Pode? Querem recuperar a diferença no grito? Sai prá lá RGS!


Piada avaiana

No jogo em que o Avaí perdeu para o Grêmio por 3 a 1, o jogador Vandinho xingou o bandeirinha, mas quem acabou sendo expulso foi o Caio e ninguém entendeu porque.
Na verdade não foi bem assim. Vejam o que ocorreu:
O gago Vandinho chega no bandeirinha e diz "vai tomar nu, nu, nu, nu, nu, nu, nu, nu, nu, nu, nu, nu, nu, nu, nu, nu.........".
Caio, longe do lance, agoniado com a gagueira do colega, tenta ajudá-lo e grita "é tomar no c_, porra".
Só quis ajudar o amigo, mas se deu mal.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

No último clássico eles também amarelaram


Antes do clássico passado eu escrevi sobre o primeiro clássico da história, com o título "no primeiro clássico eles já amarelaram" e hoje resolvi redigir um texto sobre o último clássico, cujo desfecho não foi muito diferente, pelo menos no quesito "amarelation".

Vou tentar contar a história do último jogo um pouco diferente, com base em tudo que vi, ouvi, li sobre essa partida, e também usar um pouco da imaginação, dando um novo enfoque sobre o acontecimento.

E nada melhor que contar essa história a partir do lotado camarote da Diretoria avaiana, a toca do Leão, onde se encontravam os mais ilustres torcedores do time do Sul da Ilha, inclusive Conselheiros, ex-Diretores, ex-Presidentes, muitos dos quais pediam a cabeça de Zunino há pouco tempo, mas hoje só babam seus ovos.

Eu infelizmente não estava lá para ver o xororô no final do jogo, mas a minha imaginação é fértil. Aliás, pelo que sei, só um alvinegro estava presente no local: o Vice-Prefeito, João Batista, que havia comparecido ao jogo para efetuar a entrega da taça comemorativa ao aniversário de Florianópolis. Que sortudo. João Batista até teria passado por maus bocados, principalmente após o gol avaiano no início do segundo tempo, quando teve que aguentar quieto todo tipo de gozação. Mas o final seria recompensador, como todos sabemos.

O jogo já se encaminhava para o final e a torcida avaiana já comemorava a magra vitória. No camarote, Zunino e outros figurões já contemplavam e computavam a taça em disputa. Pra falar a verdade, a taça não era lá essas coisas, mas não é sempre que o Avaí ganha uma. Qualquer uma. Aliás, ultimamente tem sido bem raro. Por isso eles olhavam a taça e babavam enquanto seus olhos brilhavam.

Chega aos 48 minutos da segunda etapa, o árbitro da partida, Luiz Orlando de Souza, havia dado três minutos de acréscimo. No camarote só se houve acabou, acabou, acabou... Mas Luiz Orlando não acaba, pois uma bomba havia estourado na grande área e interrompido a partida. E o Figueirense pressiona, com um escanteio atrás do outro, com todo mundo na área, inclusive o Wilson, sendo que no último escanteio, no último minuto, a bola é lançada na área, a zaga corta, sobra para William na entrada da área, que chuta, nem muito forte, nem muito fraco, no meio do gol, mas a bola vai passando, passando, no meio de um, de outro, do goleiro... só para no fundo das redes. É o gol de empate alvinegro.

No campo todos os jogadores alvinegros saem correndo para o lado oposto do gramado, com os braços abertos e erguidos para cima, passos longos, sorriso escancarado, em direção à sua torcida, que não para de pular, de gritar, de cantar, de comemorar, o empate com gosto de vitória.

No camarote, os figurões avaianos ficam indignados, pois segundo eles o jogo já havia acabado. Aliás, até o narrador da CBN disse na narração que o gol alvinegro saiu depois que o jogo acabou. Para o Figueirense e a maioria dos times, realmente depois dos 48, ou melhor, dos 45, não há mais jogo, já acabou. Mas time amarelão é assim e leva gol até depois que o jogo acaba.

Os figurões ficam furiosos com os acontecimentos. Se antes babavam pela taça, agora espumavam de raiva, tendo como fundo musical "O rebolation, tion o rebolation, o rebolation, tion, rebolation..." , que vinha das arquibancadas alvinegras. Dos cantos da boca do despachante Nilton Dionísio, ex-Presidente avaiano, por exemplo, jorra uma abundante espuma branca enquanto xinga o Vice-Prefeito (segundo Cacau Menezes).

O Vice-Prefeito ainda teria que cumprir uma difícil missão. Recolher a taça e entregá-la ao Figueirense, vencedor nos critérios de desempate. Mas convenhamos, foi uma tarefa dura, difícil, até para um alvinegro. Foi como tirar um brinquedo de uma pobre criança. E só poderia ser entregue ao seu legítimo vencedor 15 dias depois, no jogo contra o Criciúma, quando as lágrimas avaianas já teriam finalmente secado.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Eleição secreta define Nestor Lodetti como Presidente do Figueirense até 2014


O Conselho Deliberativo se reuniu ontem (13/04/2010) e elegeu Nestor Lodetti como Presidente efetivo do Figueirense até 2014, numa eleição que considero secreta, já que não vi previamente nenhuma matéria, nota, comentário, ... nada, na imprensa, nos blogs, no Twitter, no site do clube... em lugar nenhum, sobre essa eleição. Só fiquei sabendo hoje, por um colega, e não acreditei. Só fui acreditar quando acessei a Internet e confirmei a informação.

Sinceramente, nunca tinha visto isso em nenhum clube do Brasil e nem vejo motivo para todo esse sigilo, já que esse não seria um assunto polêmico. Se era essa a vontade dos Conselheiros, mesmo com toda a publicidade do mundo, não haveria nenhum obstáculo adicional.

Também não vejo motivo para que alterações no estatuto, como mudança na duração do mandato do Presidente, ou mudanças nos planos (eleição definitiva e não provisória até o final do ano como estava previsto), sejam feitas sem a devida publicidade prévia.

Quanto ao mérito da questão, penso que Nestor Lodetti é um sujeito íntegro e pode ser um bom presidente institucional do Figueirense, um bom "chefe de estado". Agora, se o seu papel for de executor, gestor, "chefe de governo", aí a coisa muda de figura. Vejo que Lodetti não possui liderança, carisma, competência, para essa função. Não me passa segurança. Vamos aguardar o desenrolar dos acontecimentos para ver a missão que lhe cabe.

Na mesma reunião também foi anunciado que a Diretoria Provisória já assinou um precontrato com um novo parceiro e em breve deverá assinar o contrato definitivo. Acredito que nesse caso não foi e nem será dado publicidade aos termos do contrato em sua plenitude, principalmente àquelas cláusulas que possam gerar alguma polêmica. É assim que funciona em qualquer contrato dessa magnitude em qualquer clube. Só mostram quando não querem aprovar. Certamente serão divulgadas algumas condições do contrato. Mas não vejo a mínima chance de que todos tenham conhecimento do contrato na íntegra, com todos os artigos, parágrafos, incisos e alíneas. A não ser que não queiram aprová-lo.

Só espero que os Conselheiros analisem muito bem esse contrato antes de aprová-lo. Deles sim não pode ser sonegada nenhuma informação. E não podemos aceitar que daqui dois ou três anos venham novamente com o papo de que aprovaram sem ler.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Eike Batista investirá no Figueirense?


Segundo Cacau Menezes, em sua coluna do DC de hoje (acesse aqui), "O bilionário Eike Batista mandou um emissário ao Estádio Orlando Scarpelli, quinta-feira passada, para conhecer a estrutura do Figueirense e algo mais. Outro emissário virá do Rio de Janeiro, nos próximos dias, para começar a dar alguns encaminhamentos mais concretos."

Eike Batista, botafoguense, para quem não sabe é atualmente o homem mais rico do Brasil e oitavo do mundo. É dono da empresa OSX, que pretende construir um mega estaleiro em Biguaçu. Porque investiria no Figueirense?

O que se sabe, desde o ano passado, é que está em seus planos formar um fundo para investir no futebol. E se vai investir no futebol, o Figueirense, por ser um clube saneado financeiramente e reconhecido celeiro de craques, talvez seja uma ótima opção.

Depois poderia ser uma forma de torná-lo mais simpático na região, talvez ajudando a quebrar resistências à construção do estaleiro em Biguaçu.

Bom, esclareço que não sei concretamente de nada. Estou apenas "viajando" com base na nota da coluna do Cacau.

domingo, 11 de abril de 2010

Classificação sem show

Foto Carlos Amorim (clique para ampliar)

O Figueirense obteve a classificação para a decisão do segundo turno do Campeonato Catarinense de 2010, ao empatar em 0 a 0 com o Jec na tarde deste domingo, no Orlando Scarpelli, mas a garotada não deu o espetáculo das últimas jornadas. Longe disso.

O Figueirense completou a quinta partida sem levar gols, mas nunca esteve tão perto de tomá-los quanto neste jogo, em que o Joinville jogou melhor na maior parte da partida e teve as melhores oportunidades, inclusive com bola na trave.

O que me preocupa um pouco é que a garotada tem jogado muito abaixo do normal nos jogos importantes. Foi assim no clássico passado. Foi assim hoje. Aliás, normalmente só consegue deslanchar quando consegue vantagem no placar. Aí dá show.

Mas neste jogo o que realmente interessava era a classificação para a final, e ela veio. Suada, sofrida, dramática, mas veio. E agora é o clássico, um novo jogo, em que tudo pode acontecer. A história comprova isso. Mas se a sorte continuar do nosso lado e a garotada voltar a jogar 80% do que vinha mostrando, não tem pra ninguém.

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